O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou Brígida Rachid José Pedro por desvio de cerca de R$ 12 milhões de quatro irmandades católicas ao longo de dez anos. A acusação, apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial, inclui os crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro, e foi formalizada nesta quarta-feira.
De acordo com a denúncia, Brígida utilizou um esquema sofisticado que envolvia a criação de uma empresa de fachada, a Support Serviços Empresariais, para drenar recursos das instituições religiosas. As irmandades afetadas incluem a Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz e a Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte, que enfrentam sérias questões de deterioração patrimonial, com destaque para a Igreja Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte, fechada há anos.
Após a denúncia, a Justiça determinou o afastamento de Brígida da gestão das irmandades e a nomeação de um interventor indicado pela Mitra Arquiepiscopal. Além disso, a acusada teve acesso vedado às instituições, o que reflete a gravidade das acusações e pode levar a desdobramentos significativos nas operações e na administração das entidades religiosas envolvidas.

