Descoberta na Indonésia revela arte rupestre de 68 mil anos

Camila Pires
Tempo: 1 min.

Pesquisadores identificaram pinturas rupestres com uma idade estimada em pelo menos 67.800 anos em cavernas localizadas no sudeste de Sulawesi, na Indonésia. As imagens, que incluem estênceis de mãos, podem ser as mais antigas do mundo e oferecem novas perspectivas sobre as rotas migratórias dos primeiros humanos modernos rumo à Austrália.

O estudo, recentemente publicado na revista Nature, indica que essas pinturas superam em cerca de 1.100 anos os registros artísticos mais antigos conhecidos até o momento. Com 44 sítios arqueológicos mapeados, incluindo 14 cavernas até então desconhecidas, os pesquisadores revelam uma tradição cultural que se estende por dezenas de milhares de anos, demonstrando a complexidade da comunicação visual entre os primeiros seres humanos na região.

Essas descobertas sustentam a ideia de que humanos migraram pela rota marítima do norte do arquipélago indonésio, apoiando a cronologia da ocupação humana na Austrália, que sugere a presença de humanos modernos no continente há pelo menos 65 mil anos. Além dos estênceis de mãos, outras representações artísticas foram encontradas, indicando uma rica capacidade simbólica e práticas culturais complexas entre os primeiros habitantes da região.

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