O Brasil alcançou uma taxa de desemprego de 5,6% em 2025, a mais baixa desde 2012, mesmo com a taxa básica de juros, a Selic, atingindo 15%, o maior nível em quase 20 anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, indicando que o consumo das famílias é o principal fator por trás dessa redução. Em 2024, a taxa de desemprego estava em 6,6%, evidenciando uma melhora significativa no mercado de trabalho.
A coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, Adriana Beringuy, destacou que, apesar do aumento da Selic, o crescimento da renda e a ocupação têm contribuído para o fortalecimento do consumo. O rendimento médio mensal dos trabalhadores alcançou um recorde de R$ 3.560, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. Essa realidade reflete uma melhora na qualidade de vida e no poder de compra da população, especialmente entre os trabalhadores menos escolarizados.
Os dados revelam que o setor de comércio é o que mais gera empregos, e o aumento do número de trabalhadores por conta própria não representa uma queda no emprego formal. O cenário atual sugere uma recuperação econômica, impulsionada pelo consumo interno e pelo aumento da renda, embora a alta na taxa de juros possa limitar o crescimento futuro. As perspectivas de emprego e renda parecem promissoras, mas a evolução da inflação e das taxas de juros continua a ser um fator crucial para a economia brasileira.

