No dia 8 de janeiro de 2026, um evento no Palácio do Planalto, que comemorou os três anos dos ataques de 8 de Janeiro, expôs o desgaste nas relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional. Apesar de ser uma cerimônia institucional, o clima foi marcado pela ausência dos presidentes da Câmara e do Senado, que não compareceram, refletindo a tensão política após o veto integral ao projeto de lei da dosimetria das penas, aprovado anteriormente pelo Parlamento.
O veto, anunciado por Lula, foi interpretado como uma ação política que agrava o distanciamento entre o Executivo e o Legislativo. Parlamentares associaram a decisão a uma crescente insatisfação com o governo, especialmente no que diz respeito à liberação de emendas parlamentares. A falta de presença de líderes do Congresso no evento reforçou a percepção de um ambiente político tenso, onde a ausência de apoio institucional se torna evidente e preocupante para o futuro das relações entre os poderes.
As consequências desse veto já se fazem sentir, com parlamentares se organizando para tentar derrubar a decisão em sessão do Congresso. A expectativa é que essa tensão inicial do ano legislativo traga novas dificuldades para a coordenação política entre o Planalto e o Legislativo. O cenário atual sugere que os desafios enfrentados por Lula em sua relação com o Congresso podem impactar significativamente a governabilidade e as pautas prioritárias do governo nos próximos meses.

