Diretor do BC nega pressão política na liquidação do Banco Master

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou em depoimento à Polícia Federal que não recebeu qualquer pressão política para a liquidação do Banco Master. A declaração foi feita em 30 de dezembro e divulgada no dia 29 de janeiro de 2026. Aquino enfatizou que, até onde sabia, não houve interferência de autoridades na decisão sobre o banco.

Durante a oitiva, Aquino destacou que o processo de supervisão do Banco Master foi conduzido normalmente e negou que medidas preventivas tenham sido adotadas para impedir a compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB). A medida citada, que proibia o BRB de adquirir novas carteiras de crédito, foi implementada em 14 de outubro, enquanto a operação entre as instituições foi negada em setembro. Os depoimentos de Aquino e outros envolvidos foram liberados após um mês de sigilo, a pedido do Banco Central.

O caso levanta questões sobre a autonomia do Banco Central e a influência política nas decisões financeiras. A situação poderá ter desdobramentos significativos na supervisão bancária e nas relações entre as instituições financeiras e o governo. A transparência em tais processos é crucial para a confiança do público no sistema financeiro.

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