O Parlamento japonês foi dissolvido nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições antecipadas que ocorrerão em 8 de fevereiro. A primeira-ministra Sanae Takaichi, que se tornou a primeira mulher a liderar o governo japonês em outubro, está focada na inflação, que, embora tenha desacelerado para 2,4% ao ano em dezembro, ainda gera preocupações entre a população. Takaichi propõe uma redução de impostos, especialmente sobre alimentos, como parte de sua estratégia eleitoral.
Em meio a um cenário econômico desafiador, com preços de alimentos em alta e um orçamento recorde aprovado, a líder do Partido Liberal Democrata (PLD) busca consolidar seu apoio popular. Apesar de seus altos índices de aprovação, a administração de Takaichi enfrenta críticas e desconfiança devido a escândalos recentes envolvendo fundos políticos. A oposição, liderada pelo Partido Democrata Constitucional, se organiza e pressionará por mudanças significativas nas políticas fiscais.
As eleições se aproximam em um momento crucial, com analistas apontando que a participação dos jovens eleitores será um fator determinante. Takaichi deve continuar sua política fiscal expansionista, mesmo enfrentando o risco de aumentar a dívida pública, que já é uma preocupação significativa. O resultado das eleições poderá moldar o futuro econômico do Japão e a estabilidade política sob sua liderança.

