O Brasil se destaca por abrigar um número significativo de supercentenários, indivíduos que alcançam e ultrapassam os 110 anos de idade. Um estudo recente, publicado na revista Genomic Psychiatry, propõe que a alta diversidade genética do país é um fator crucial para essa longevidade notável. Essa pesquisa, liderada pela geneticista Mayana Zatz, revela que muitos desses supercentenários mantêm lucidez e independência em atividades cotidianas.
A diversidade genética brasileira resulta de uma rica história demográfica, que inclui a colonização, a escravidão e a imigração. Um estudo com mais de mil brasileiros acima de 60 anos identificou milhões de variantes genéticas, sugerindo que a combinação única de genes pode oferecer proteção contra o envelhecimento extremo. Pesquisadores destacam que a inclusão de populações miscigenadas é fundamental para entender os mecanismos de longevidade, uma vez que muitos estudos anteriores se basearam em grupos geneticamente homogêneos.
As implicações dessa pesquisa são significativas, pois podem mudar a forma como se aborda o envelhecimento e a saúde da população idosa. A chamada para expandir a pesquisa internacional pode levar a novas descobertas sobre variantes genéticas que promovem a longevidade e a resiliência. Como enfatiza a geneticista Zatz, entender esses supercentenários é crucial para não apenas aumentar a expectativa de vida, mas também melhorar a qualidade de vida das populações idosas em todo o mundo.

