A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil pode chegar a um montante entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026, de acordo com projeções divulgadas pelo Tesouro Nacional em 28 de setembro. Esse aumento expressivo representa um crescimento notável em relação ao estoque de R$ 8,6 trilhões que se encerrou em 2025, um recorde para o país.
As revisões nas previsões do Plano Anual de Financiamento (PAF) indicam uma elevação das expectativas para a DPF, que em 2023 previa um fechamento entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões para 2025. Contudo, a revisão em setembro atualizou esse intervalo para R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões. Essa alteração sugere que a situação econômica do país está sendo reavaliada, com implicações diretas sobre a gestão da dívida pública.
Além disso, o governo federal está ajustando a composição dos títulos emitidos, optando por reduzir a emissão de papéis prefixados e aumentando a participação dos títulos atrelados à Selic. Essa estratégia visa tornar os títulos mais atrativos para os investidores, especialmente em um cenário onde a Selic se encontra em seus níveis mais elevados dos últimos dois anos, o que pode impactar o mercado financeiro nacional.

