O Tesouro Nacional divulgou, em 28 de janeiro, que a Dívida Pública Federal (DPF) deve variar entre R$ 9,20 trilhões e R$ 10,30 trilhões até 2026, conforme apontado no Plano Anual de Financiamento (PAF) deste ano. Essa previsão indica um crescimento considerável em relação ao estoque de R$ 8,635 trilhões registrado ao final de 2025, com um aumento projetado de 12,3% a 19,3%.
O PAF também esclarece a participação de diferentes categorias de títulos na DPF. Os papéis remunerados pela taxa Selic devem representar entre 46% e 50% da dívida em 2026, enquanto os títulos prefixados terão uma participação estimada entre 21% e 25%. Além disso, a proporção de papéis atrelados à inflação está prevista entre 23% e 27%, refletindo uma leve alteração em relação aos percentuais de 2025.
Essas informações ressaltam a importância do PAF na gestão da dívida pública e suas implicações para a política econômica do país. Com os vencimentos da DPF em 12 meses projetados entre 18% e 22%, a estratégia do Tesouro Nacional busca equilibrar os diferentes tipos de títulos e seus impactos na economia. O prazo médio da dívida, mantido entre 3,8 e 4,2 anos, também será crucial para o planejamento financeiro do governo nos próximos anos.

