Divisões na Europa sobre Conselho de Paz de Trump para Gaza

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Na quarta-feira, divergências surgiram entre nações da Europa Ocidental sobre o Conselho de Paz proposto por Donald Trump, que visa mediar a situação em Gaza. Países como Noruega, Suécia e França decidiram não participar da iniciativa, levantando preocupações sobre a possível substituição da ONU como mediadora de conflitos. O presidente Trump estava em Davos, na Suíça, quando abordou o tema com líderes globais.

O projeto, inicialmente concebido como um pequeno grupo de líderes para supervisionar o cessar-fogo em Gaza, expandiu-se para um conceito mais abrangente, buscando a adesão de aproximadamente 30 países. No entanto, a resistência de países europeus, que apoiam a paz mas temem a diminuição do papel da ONU, pode comprometer a credibilidade do conselho. A situação se complica ainda mais com a recente escalada de violência em Gaza, que resultou em várias mortes de palestinos.

As implicações dessa divisão são significativas, uma vez que as nações envolvidas têm papéis cruciais na política global e na mediação de conflitos. A adesão de Israel e Egito ao conselho, ao lado de outros países do Oriente Médio, indica um suporte regional, mas a resistência europeia pode criar um impasse. À medida que a situação em Gaza continua a se deteriorar, a eficácia do conselho e sua capacidade de implementar um plano de paz se tornam cada vez mais incertas.

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