No primeiro pregão de 2026, o dólar apresentou uma queda de 1,16% em relação ao real, encerrando a sessão cotado a R$ 5,4256. Essa desvalorização ocorre após uma valorização de 2,89% da moeda americana em dezembro e é impulsionada por ajustes técnicos e realização de lucros, sem a pressão sazonal das remessas de divisas que normalmente afetam o mercado.
O desempenho do real se destaca entre as moedas emergentes, beneficiado pela atratividade das operações de carry trade, especialmente com a diferença de juros favorável em relação a outros mercados. O diretor da Tesouraria do Travelex Bank, observou que a recente candidatura de uma figura política influenciou a moeda, mas a expectativa é de recuperação com a diminuição das incertezas políticas. Os analistas ainda projetam que cortes na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) devem ser iniciados apenas em março, o que pode impactar a dinâmica cambial.
O fluxo cambial total em dezembro foi negativo, com saídas significativas através do canal financeiro. Comparado ao mesmo período do ano anterior, houve uma deterioração no saldo, refletindo um recuo nas exportações e um aumento nas importações. Este cenário aponta para desafios econômicos mais amplos, à medida que o Brasil se adapta às mudanças nas condições de mercado e nas políticas monetárias globais.

