Nesta tarde, o dólar caiu mais de 1% em relação ao real, influenciado por fatores externos favoráveis e pela movimentação do mercado financeiro. O Ibovespa, que alcançou 171,9 mil pontos, reflete a diversificação de carteiras globais que estão se afastando dos Estados Unidos. A declaração do presidente americano, Donald Trump, em Davos, sobre não usar força na questão da Groenlândia também impactou o apetite ao risco dos investidores.
No cenário interno, a pesquisa AtlasIntel revelou uma redução na distância entre as intenções de voto entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A confiança do mercado se baseia na promessa do filho de Bolsonaro de seguir a política econômica do ex-ministro Paulo Guedes, que é vista como favorável ao equilíbrio fiscal. Segundo analistas, uma mudança de governo poderia resultar em um ambiente macroeconômico mais estável, com prêmios menores exigidos pelo mercado.
A cotação do dólar atingiu a mínima de R$ 5,3153, a mais baixa desde dezembro de 2025, fechando a R$ 5,3208 após uma máxima de R$ 5,3727. O desempenho do real acompanhou a valorização de outras moedas de mercados emergentes, devido à saída de investimentos dos EUA. Além disso, a indicação da Suprema Corte dos EUA de manter Lisa Cook no Federal Reserve pode aliviar a pressão sobre a política monetária americana, impactando ainda mais o mercado financeiro.

