Economista analisa cenário da Selic e inflação em 2026

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Rodrigo Simões, economista e professor da FAC-SP, participou do programa Mercado VEJA+ na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, onde abordou a situação da Selic e a inflação. Ele destacou que a alta inflação em dezembro era esperada devido ao aumento do consumo no fim do ano, mas o IPCA acumulado em 12 meses foi de 4,26%, um resultado abaixo do teto da meta estabelecida. Simões avaliou que a política de juros elevados tem cumprido seu papel, apesar das preocupações com a inflação.

O economista afirmou que não há possibilidade de cortes na taxa de juros já em janeiro ou fevereiro, com o mercado apostando em um possível ajuste para março. Ele mencionou que a Selic deve permanecer entre 12% e 12,5% para evitar que os gastos públicos típicos de anos eleitorais pressionem ainda mais os preços. Além disso, Simões ressaltou que eventuais estímulos, como o avanço no acordo comercial do Mercosul, podem gerar crescimento econômico, mas também trazer riscos inflacionários.

As declarações de Simões refletem um cenário de cautela por parte do Banco Central, que pode manter os juros elevados por um período mais longo. A combinação da pressão inflacionária com um ambiente eleitoral torna a situação delicada para a política monetária. O economista alerta que a atenção deve ser redobrada para garantir a estabilidade econômica em meio a essas variáveis complexas.

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