Economistas alertam que inflação de 2025 não altera cenário para 2026

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O fechamento do IPCA de 2025 dentro do teto da meta não foi suficiente para mudar as perspectivas dos economistas para 2026. Especialistas afirmam que a desaceleração dos preços ainda é acompanhada por pressões persistentes nos serviços, o que mantém o Banco Central em um estado de cautela. A expectativa é de que a taxa de juros permaneça elevada, com cortes programados apenas a partir de março de 2026.

Analistas destacam que, apesar do resultado do IPCA ter ficado dentro do limite da meta, o cenário econômico continua desafiador. O aumento de 6% nos preços de serviços, impulsionado por um mercado de trabalho aquecido, contribui para a dificuldade no controle da inflação. As projeções indicam que a inflação em 2026 pode chegar a 4,8%, superando a média das expectativas do Banco Central, que é de 4,06%.

Os economistas enfatizam que a situação requer uma monitorização constante, pois a inflação de serviços e a piora na composição qualitativa da inflação são preocupações reais. O Banco Central deve continuar sua estratégia de manter os juros altos até que haja evidências mais claras de uma convergência sustentável da inflação. As próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) serão cruciais para definir o rumo da política monetária nos próximos meses.

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