Economistas alertam sobre a dívida crescente dos EUA e seus riscos globais

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Economistas de Pequim e Washington alertam que a dívida dos Estados Unidos avança em um ritmo considerado insustentável, com riscos globais associados à falta de disciplina fiscal em Washington. Durante um fórum acadêmico, um conselheiro do Banco Popular da China e um economista de Harvard enfatizaram a gravidade da situação, destacando que a dívida federal já alcançou US$ 38,4 trilhões, um aumento de mais de US$ 2 trilhões em um ano.

Os especialistas apontaram que o ambiente institucional nos EUA sugere pouca probabilidade de ajustes fiscais no curto prazo, o que poderia resultar em consequências econômicas significativas. Eles destacaram que, se o déficit não for reduzido, será necessário aumentar a poupança interna ou diminuir o consumo de importações, o que poderia levar a uma desaceleração econômica. Apesar dos números alarmantes, o mercado e os legisladores demonstram pouca preocupação com a situação.

As tensões políticas recentes, incluindo críticas do governo anterior à Reserva Federal e ameaças tarifárias, contribuíram para uma venda de ativos americanos por investidores europeus. Além disso, a China, um dos principais detentores de dívida dos EUA, reduziu suas participações, indicando uma mudança nas dinâmicas de credor e devedor entre as duas nações. A crescente dívida dos Estados Unidos e a aparente indiferença em relação a ela levantam questões sobre a estabilidade econômica futura.

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