Sérgio Nahas, um empresário paulista de 61 anos, foi preso em 17 de janeiro de 2026, na Praia do Forte, Bahia, onde foi reconhecido por câmeras de monitoramento. Ele é acusado de ter assassinado sua esposa, a estilista Fernanda Orfali, em setembro de 2002, em um caso que chocou o Brasil e envolveu complexas questões judiciais ao longo dos anos.
Após um julgamento em 2018, Nahas foi condenado a sete anos de prisão, pena que foi posteriormente aumentada para oito anos e dois meses. A defesa argumentou que a vítima sofria de depressão e que o disparo foi acidental, mas o Supremo Tribunal Federal manteve a condenação em 2025. Com isso, o mandado de prisão foi expedido e seu nome incluído na lista da Interpol.
O caso destaca questões sérias sobre violência doméstica e a efetividade do sistema judicial brasileiro em lidar com crimes desse tipo. A prisão de Nahas, após tantos anos, pode servir como um sinal de que a justiça, embora tardia, ainda pode ser alcançada. O desdobramento do caso poderá influenciar debates sobre políticas de proteção às vítimas de violência e a aplicação de penas mais rigorosas em casos semelhantes.

