O etarismo, preconceito contra profissionais mais velhos, continua a ser um desafio significativo nas organizações. Apesar de a prática de aposentadoria forçada ter diminuído, muitos ainda enfrentam discriminação sutil, como piadas e barreiras na promoção. Uma pesquisa da Universidade de Michigan revela que 82% dos trabalhadores acima de 50 anos relatam vivenciar esse preconceito diariamente.
Esse preconceito é estrutural, manifestando-se em algoritmos de recrutamento e na falta de programas que contemplem talentos seniores. A visão limitada de que a inovação está atrelada à juventude resulta em um desperdício de experiência valiosa. Para combater o etarismo, é necessário um diagnóstico abrangente, como o proposto pelo Age AWARE Audit, que sugere ações para promover a diversidade etária nas empresas.
Empresas que desejam se preparar para o futuro devem revisar suas estruturas e discursos, reconhecendo que a diversidade etária é uma questão de sustentabilidade no mercado de trabalho. O aprendizado intergeracional não só enriquece o ambiente corporativo, mas também desafia preconceitos. A superação do etarismo será crucial para a evolução das organizações e para a inclusão de todos os profissionais, independentemente da idade.

