Um levantamento recente do GLOBO, com dados do FMI, revela que 16 dos 21 países da América Latina e do Caribe ainda mantêm níveis de endividamento superiores aos registrados antes da pandemia de Covid-19. O Brasil se encontra entre os casos mais críticos, com a dívida pública prevista para alcançar 98% do PIB até o final da década, refletindo uma situação fiscal alarmante na região.
A expansão fiscal durante a pandemia não apenas aumentou a dívida, mas também provocou inflação e elevação das taxas de juros, de acordo com especialistas. A Argentina, embora apresente um nível de endividamento similar, tem avançado em ajustes fiscais, enquanto a Colômbia e o Uruguai enfrentam déficits primários com dívidas menores. A qualidade da dívida e a estrutura fiscal são fatores essenciais para avaliar os riscos econômicos enfrentados por esses países.
Além do Brasil, a situação no Chile e na Colômbia merece atenção, com a necessidade de reformas fiscais e credibilidade nas políticas implementadas. O novo governo chileno busca reforçar o compromisso com a disciplina fiscal, enquanto o México e o Peru apresentam cenários de ajustes e consolidação gradual das contas públicas. Os desafios estruturais são evidentes e exigem um trabalho contínuo para evitar uma crise fiscal na região.

