Engenharia social: os perigos ocultos do cibercrime no Brasil

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

A engenharia social se revela uma das principais técnicas utilizadas por cibercriminosos, como demonstrado pelo caso do hacker Kevin Mitnick, que obteve senhas da Motorola sem acesso direto ao sistema. Esse método, que remonta ao século XIX, baseia-se na manipulação do comportamento humano, tornando os usuários alvos vulneráveis em um cenário de segurança digital precário.

Um relatório recente indicou que 70% dos ciberataques no Brasil resultaram de vazamentos internos de informações, evidenciando a fragilidade dos sistemas de segurança que dependem da ação humana. Especialistas como Leandro Guimarães, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, sublinham que o elo mais fraco na segurança da informação é, frequentemente, o próprio usuário, que precisa ser educado para reconhecer e evitar armadilhas digitais.

A crescente incidência de crimes virtuais, com um aumento de 17% nos casos de estelionato online, destaca a urgência de uma abordagem mais rigorosa em cibersegurança. Especialistas apontam que a responsabilidade pela proteção deve começar nas empresas, que precisam investir em treinamento e conscientização, criando um ambiente mais seguro tanto no trabalho quanto na vida pessoal dos funcionários.

Compartilhe esta notícia