Naji Nahas, um especulador libanês, fez a bolsa brasileira disparar em 1988, com um aumento impressionante de 2.000% nos preços das ações da Petrobras e da Vale. Usando uma estratégia de compra massiva de opções de compra, ele manipulou o mercado para obter lucros significativos, tornando-se um dos homens mais ricos do Brasil na época. No entanto, suas táticas rapidamente chamaram a atenção das autoridades e do público, levando a uma crise financeira sem precedentes.
As operações de Nahas foram inicialmente bem-sucedidas, permitindo-lhe acumular uma fortuna estimada em milhões de dólares. Através de um sofisticado esquema de compra de ações, ele conseguiu inflar os preços, atraindo outros investidores ao mercado. Contudo, essa manipulação não passou despercebida e resultou em uma investigação que expôs a fragilidade da bolsa, levando a uma desvalorização acentuada das ações e à falência de várias corretoras.
A revelação do esquema gerou um pânico generalizado no mercado, resultando em uma queda de um terço no valor das ações. Essa crise financeira não apenas afetou Nahas, que enfrentou consequências legais e financeiras, mas também deixou uma marca indelével na história do mercado financeiro brasileiro. O episódio serviu como um alerta sobre os riscos da especulação excessiva e a necessidade de regulamentações mais rigorosas para proteger a integridade do sistema financeiro.

