Estudo aponta marginalização do jornalismo australiano em resumos gerados por IA

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

Um estudo recente da Universidade de Sydney indica que o jornalismo australiano enfrenta uma marginalização significativa em resumos de notícias gerados por inteligência artificial, como os fornecidos pelo Microsoft Copilot. De acordo com o pesquisador Dr. Timothy Koskie, apenas 20% das respostas geradas incluem links para fontes australianas, enquanto a maioria dos conteúdos prioriza veículos de comunicação dos Estados Unidos e da Europa.

Esse cenário levanta preocupações sobre a criação de ‘desertos de notícias’, onde a diversidade de vozes e a independência dos meios de comunicação são comprometidas. Os especialistas afirmam que esta situação pode não apenas reduzir a representação do jornalismo australiano, mas também prejudicar a pluralidade de informações disponíveis ao público, afetando a qualidade do debate público.

As implicações desse estudo são profundas, sugerindo que a dependência crescente de resumos automatizados pode ameaçar a sustentabilidade do jornalismo na Austrália. Com menos visibilidade para veículos locais, o futuro da informação independente no país se torna incerto, exigindo ações para garantir que as vozes australianas sejam ouvidas no cenário global da mídia.

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