Estudo aponta que 300 mil idosos brasileiros têm Transtorno do Espectro Autista

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

Um recente estudo do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná revela que 0,86% da população idosa brasileira, equivalente a aproximadamente 306.836 indivíduos, apresenta algum grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, baseada no Censo Demográfico de 2022, mostra que a prevalência é ligeiramente maior entre os homens (0,94%) em comparação com as mulheres (0,81%).

O TEA, uma condição neurodesenvolvimental que se manifesta na infância, muitas vezes permanece não diagnosticado em idosos, dificultando o acesso a terapias adequadas. A especialista Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro enfatiza que a identificação tardia é um desafio, uma vez que os sintomas podem ser confundidos com outros transtornos, como ansiedade ou demência. A pesquisa destaca a necessidade urgente de estratégias de saúde pública para atender a essa população.

Além das dificuldades de comunicação, os idosos no espectro do autismo apresentam maior risco de comorbidades psiquiátricas e condições clínicas, como doenças cardiovasculares. O estudo sugere que o reconhecimento da prevalência do TEA entre idosos é crucial para subsidiar políticas públicas que atendam suas necessidades específicas, promovendo uma melhor qualidade de vida e inclusão social.

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