Estudo da USP aponta alta prevalência de síndrome do olho seco em urbanas

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP revelou que a síndrome do olho seco é mais comum em regiões urbanas, afetando aproximadamente 40% da população, em comparação a 20% nas áreas rurais. A condição é especialmente prevalente entre mulheres, com mais de 35% delas apresentando sintomas. Os dados foram obtidos por meio de visitas domiciliares em Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, onde 600 voluntários com mais de 40 anos foram entrevistados.

O estudo buscou identificar fatores de risco associados à síndrome, considerando aspectos geográficos e demográficos. A pesquisa utilizou um questionário que abordou hábitos diários, doenças pré-existentes e o uso de telas eletrônicas, revelando correlações significativas. Entre os fatores de risco identificados estão doenças reumatológicas, menopausa e uso crônico de antidepressivos, que podem agravar a condição em áreas urbanas.

Os pesquisadores enfatizam a importância da prevenção e recomendam hábitos saudáveis para minimizar os sintomas. A identificação precoce da síndrome do olho seco e a correlação com outras condições de saúde destacam a necessidade de mais estudos para entender completamente suas causas. O estudo estabelece um alerta para a importância de cuidados oftalmológicos, especialmente em ambientes urbanos com maior incidência da condição.

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