A descoberta da ‘bateria de Bagdá’, um artefato arqueológico encontrado há quase um século nos arredores de Bagdá, no Iraque, continua a intrigar especialistas. Recentemente, um novo estudo levantou a hipótese de que esses vasos de argila, datados de 2 mil anos, poderiam ter sido utilizados para gerar corrente elétrica. O debate sobre seu funcionamento e propósito permanece acirrado entre os pesquisadores, com teorias variando de aplicações práticas a rituais religiosos.
A teoria inicial de que os vasos poderiam servir como dispositivos elétricos foi proposta em 1938 por Wilhelm König, então diretor do Museu Nacional do Iraque. Desde então, diversos experimentos foram realizados, alguns sugerindo que as combinações de cobre, ferro e betume poderiam, de fato, gerar voltagem. No entanto, a descoberta da ‘bateria de Bagdá’ também enfrenta ceticismo, com muitos arqueólogos acreditando que os artefatos eram apenas recipientes para oferendas e não dispositivos elétricos.
O impacto deste debate é significativo, pois desafia a compreensão atual sobre a tecnologia e os conhecimentos dos povos antigos da Mesopotâmia. Embora novas pesquisas possam oferecer insights interessantes, a falta de evidências concretas e a perda do artefato original durante o saque ao Museu Nacional do Iraque em 2003 aumentam a complexidade do assunto. Assim, a ‘bateria de Bagdá’ permanece como um enigma no campo da arqueologia, suscitando perguntas sobre o conhecimento científico dos antigos habitantes da região.

