Estudo revela gravidade das sequelas do Zika em crianças brasileiras

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Pesquisadores brasileiros publicaram, no final de 2025, o maior estudo do mundo sobre as sequelas do vírus Zika na infância, abrangendo 843 crianças com microcefalia. O estudo, realizado pelo Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika, analisou dados de 12 centros de pesquisa localizados nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil, com foco em casos de crianças nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018.

A pesquisa, liderada pela pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), revelou que a microcefalia associada ao Zika apresenta características únicas, diferenciando-se de outras formas de microcefalia. Os dados coletados demonstraram a necessidade urgente de respostas adequadas do sistema público de saúde para lidar com as consequências desta epidemia, que teve sua maior incidência no Brasil entre 2015 e 2016.

Os resultados indicam que cerca de 30% das crianças estudadas já faleceram, e as que permanecem vivas enfrentam desafios significativos na inclusão escolar e no desenvolvimento. O estudo ressalta a importância de cuidados multidisciplinares contínuos e a necessidade de uma vacina para mulheres em idade fértil, visando prevenir novas infecções e suas sequelas devastadoras.

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