Um estudo recente indicou que 59% dos brasileiros superestimam sua renda ao solicitar crédito, com maior incidência entre aqueles que recebem até dois salários mínimos, onde esse índice chega a 84%. A investigação, realizada entre dezembro de 2023 e abril de 2025, analisou mais de 2 mil solicitações, revelando que, em média, a renda informada é 24% superior à real.
Além disso, a pesquisa apontou variações significativas entre diferentes faixas etárias. Enquanto apenas 22% dos jovens de 18 a 30 anos exageram na declaração de rendimentos, os índices aumentam para 72% entre os de 31 a 45 anos. Tal distorção pode resultar em problemas de precificação no mercado de crédito, afetando tanto os consumidores quanto as instituições financeiras.
O CEO da klavi, responsável pelo estudo, ressaltou que a utilização de dados reais através do Open Finance pode minimizar os riscos de crédito e melhorar a adequação das ofertas aos consumidores. Ele também destacou que a superdeclaração de renda é reflexo de questões estruturais, como a informalidade e a pressão social por status financeiro. A análise sugere que a transparência na declaração de rendimentos pode facilitar o acesso a produtos financeiros mais apropriados.

