EUA altera calendário de vacinas pediátricas e gera controvérsia

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em 5 de janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos anunciou uma reformulação drástica no calendário de vacinas pediátricas, reduzindo as recomendações de imunização contra seis doenças, incluindo a influenza. O Departamento de Saúde, liderado por Robert F. Kennedy Jr., cético em relação à vacinação, justificou a mudança como uma forma de alinhar o calendário de vacinação com padrões internacionais e fortalecer a transparência nas decisões de saúde pública.

A nova diretriz dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sugere que vacinas para hepatite A, hepatite B e doença meningocócica sejam administradas apenas a grupos de alto risco ou mediante orientação médica, ao contrário da prática anterior. Esta decisão ocorre em um contexto de crescente ceticismo sobre vacinas nos Estados Unidos, especialmente após a pandemia, levando especialistas a questionar a eficácia e segurança da nova abordagem, que pode causar confusão entre pais e profissionais de saúde.

A mudança no calendário de vacinas pode impactar a cobertura vacinal das crianças, pois especialistas temem que a falta de recomendações abrangentes leve a um aumento de doenças preveníveis. Apesar das garantias de que o acesso a vacinas continuará sem custos adicionais, a situação levanta preocupações sobre a confiança nas instituições de saúde pública. A discussão em torno dessa reforma destaca a importância de decisões baseadas em evidências e os desafios de alinhar políticas de saúde em um contexto internacional diversificado.

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