Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de investir na exploração de minerais críticos na Groenlândia, conforme declarou o CEO da Amaroq, Eldur Olafsson, em uma entrevista à CNBC no dia 8 de janeiro de 2026. O foco da empresa está na extração de depósitos de ouro, cobre e germânio, com as conversas em andamento entre autoridades americanas e dinamarquesas sobre o futuro do território.
A Amaroq, que atua no sul da Groenlândia, está em diálogo com o governo dos EUA sobre potenciais acordos que poderiam incluir compromissos de compra da produção mineral, apoio à infraestrutura e linhas de crédito. A importância estratégica da Groenlândia surge em um contexto de aumentada tensão em relação ao domínio chinês sobre o fornecimento de minerais críticos, levando os Estados Unidos a buscarem alternativas para reduzir essa dependência.
As declarações de Olafsson coincidem com uma intensificação do discurso americano sobre a Groenlândia, com a Casa Branca reconhecendo o potencial mineral da ilha como essencial para a segurança nacional. O assessor de comércio da Casa Branca também destacou as pressões chinesas no setor, sublinhando a urgência das relações comerciais entre os EUA e a Groenlândia.

