Os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, adotaram uma postura mais agressiva em relação a Cuba, visando cortar a importação de petróleo da ilha caribenha. Em uma ordem executiva assinada recentemente, o governo americano anunciou a imposição de tarifas sobre bens oriundos de países que fornecem petróleo a Cuba, com foco especial no México, que atualmente desempenha um papel crucial no abastecimento energético da ilha.
Essa estratégia da Casa Branca surge em meio a uma crise econômica em Cuba, acentuada pela dependência do petróleo importado. A pressão sobre o México, que fornece cerca de 45% do petróleo bruto consumido por Cuba, é vista como um esforço para forçar um afastamento do país latino-americano em relação ao regime cubano. Com a suspensão do petróleo da Venezuela, a situação se torna ainda mais crítica, levando a um aumento nos preços e na escassez de combustíveis, o que agrava a já debilitada infraestrutura elétrica da ilha.
As implicações dessa política podem ser severas, uma vez que a falta de combustíveis não apenas afeta o sistema elétrico de Cuba, mas também gera potenciais crises humanitárias, conforme alertou a presidente do México. A Casa Branca espera que essa pressão resulte em mudanças políticas em Havana, mas a resistência cubana e as consequências para a população civil levantam questões sobre a eficácia e a moralidade dessas táticas.

