Em 23 de janeiro de 2026, os Estados Unidos formalizaram sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), encerrando toda participação e financiamento. O governo norte-americano justificou a decisão com críticas à gestão da pandemia de COVID-19 e alegações de influência política dentro da entidade. A OMS, por sua vez, rechaçou as acusações, enfatizando que a saída representa uma perda significativa para a saúde global.
A decisão dos EUA poderá afetar negativamente programas essenciais de saúde pública, como combate à pólio, HIV e a mortalidade materna. A OMS destacou que a retirada deixa um vazio financeiro considerável, uma vez que os Estados Unidos eram um dos maiores contribuintes da organização. Além disso, o governo norte-americano não se comprometeu a quitar contribuições pendentes que somam cerca de US$ 260 milhões, o que agrava a situação.
O impacto da saída dos EUA será discutido na próxima reunião do conselho da OMS, marcada para 2 a 7 de fevereiro. Especialistas alertam que essa medida pode comprometer a vigilância sanitária internacional e a resposta a futuras pandemias. Enquanto isso, Washington planeja manter ações bilaterais na área da saúde, fora do âmbito da ONU.

