EUA temem desdolarização e perda de hegemonia global

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A ascensão da economia chinesa e a crescente movimentação de países em direção à desdolarização colocam em risco a hegemonia do dólar, principal moeda de reserva mundial. Em 2025, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se contra a criação de uma moeda comum pelos países do BRICS, ameaçando com sanções econômicas. Essa postura reflete a preocupação de Washington em preservar a ordem econômica global instaurada após a Segunda Guerra Mundial.

A capacidade do dólar de funcionar como ferramenta de coerção econômica é um dos fatores que torna sua hegemonia crucial para os EUA. Se o dólar perder seu status, o país enfrentaria dificuldades para financiar sua dívida e manter sua influência no cenário internacional. A interdependência entre a demanda global por dólares e a saúde econômica dos Estados Unidos é um aspecto essencial que justifica essa resistência à desdolarização.

Embora iniciativas do BRICS para criar uma moeda comum sejam vistas como tímidas, sinais de que o dólar pode estar ameaçado são evidentes. A reconfiguração do poder econômico, especialmente com a ascensão da China, e o uso do dólar como arma nos conflitos geopolíticos contribuem para essa incerteza. O futuro da moeda norte-americana e sua influência global dependerão de como os EUA responderão a essas mudanças e da capacidade de adaptação dos países em busca de maior autonomia financeira.

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