As recentes ameaças dos Estados Unidos, incluindo sanções econômicas e a possibilidade de uso da força, levaram a União Europeia a considerar uma nova abordagem em suas relações internacionais. Como resposta, o Parlamento Europeu suspendeu um acordo comercial com os EUA, sinalizando a crescente tensão transatlântica e a necessidade de diversificação de seus aliados estratégicos.
Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, sugeriu a inclusão da Rússia em uma reunião do G7, destacando a importância de discutir a crise na Groenlândia e o conflito na Ucrânia. Este movimento reflete uma tentativa de fortalecer laços com o BRICS, que, apesar de ser visto como um concorrente, pode se tornar um parceiro estratégico para a Europa. As trocas comerciais entre a UE e o Mercosul também evidenciam essa busca por novos aliados, com a corrente de comércio superando €111 bilhões em 2024.
O cenário atual pode indicar uma mudança gradual na dinâmica das relações internacionais, com a Europa buscando um papel mais ativo em um mundo multipolar. Apesar das tensões com os EUA, especialistas observam que uma ruptura completa é improvável, dado o nível de interdependência econômica existente. No entanto, a Europa parece determinada a explorar novas parcerias, especialmente com o Sul Global, para garantir sua segurança e prosperidade econômica.

