O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça em um tribunal de Seul, na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. Essa decisão marca o primeiro de vários julgamentos que Yoon enfrenta, todos relacionados à sua tentativa de impor a lei marcial em dezembro de 2024, uma manobra que precipitou sua destituição e uma crise política no país.
O tribunal considerou que Yoon excluiu funcionários do governo de reuniões importantes e impediu a investigação, configurando obstrução. Os promotores haviam solicitado uma pena de dez anos, mas a sentença final foi reduzida devido à falta de provas em algumas acusações. A defesa de Yoon argumenta que a condenação confunde o exercício da autoridade presidencial com responsabilidade criminal, o que pode ter implicações para futuros líderes em momentos de crise.
Além da condenação atual, Yoon ainda enfrenta outros processos, incluindo um por insurreição que pode resultar em pena de morte, embora a Coreia do Sul mantenha uma moratória sobre execuções desde 1997. A situação de Yoon continua a provocar protestos e debates acalorados sobre a democracia e a ordem constitucional no país, e ele tem até sete dias para recorrer da decisão judicial.

