Facções de tráfico no Rio se estruturam como empresas com 25 funções

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Um levantamento recente do Globo revela que facções de tráfico no Rio de Janeiro estão se organizando de forma semelhante a grandes corporações, com a distribuição de tarefas que abrange até 25 funções distintas. A pesquisa, baseada em dados da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes e entrevistas com ex-traficantes, destaca a criação de setores como logística, engenharia de barricadas e monitoramento por drones, evidenciando uma complexa estrutura organizacional que vai além do simples comércio de drogas.

De acordo com autoridades, essa transformação no tráfico é um reflexo do cenário pós-pandemia, onde facções como o Comando Vermelho passaram a priorizar o controle territorial sobre a venda de entorpecentes. O promotor de Justiça Fabio Corrêa aponta que o tráfico agora se comporta como uma empresa, buscando rentabilidade através do domínio de áreas, eventos culturais e até extorsões a comerciantes locais. Essa nova abordagem trouxe uma segmentação de funções que inclui desde gerentes de bailes até operadores de drones, criando uma rede de operações altamente especializada.

As implicações dessa evolução são profundas, pois a segmentação e a profissionalização do tráfico dificultam o trabalho das forças de segurança, que enfrentam um adversário cada vez mais adaptado e organizado. O delegado Moysés Santana destaca que a estrutura do tráfico no Rio se fortaleceu a partir de um aumento no poder econômico e na capacidade de resposta das facções. Com isso, o combate ao crime organizado se torna mais desafiador, exigindo uma resposta igualmente sofisticada por parte das autoridades.

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