Na quinta-feira, 22, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, emitiu uma nota destinada a amenizar a tensão existente entre a Corte e outras instituições devido às investigações relacionadas ao Banco Master. A nota, resultante de diálogos entre Fachin e seus colegas, busca agradar a diferentes grupos dentro do tribunal, especialmente aqueles que criticam a conduta de Dias Toffoli e aqueles que percebem tentativas de intimidação à Corte.
Fachin enfatizou que o STF não se submete a ameaças e que qualquer irregularidade alegada será analisada conforme os procedimentos legais. Além disso, ele introduziu a ideia de um código de conduta para o tribunal, que visa proteger a integridade da instituição e seus membros, uma vez que os ataques a um ministro podem enfraquecer a percepção pública do tribunal como um todo.
Com a retomada das atividades em fevereiro, o STF deverá revisar decisões tomadas durante o recesso, o que permitirá um exame mais profundo das ações de Toffoli e Moraes no contexto das investigações. A nota de Fachin reflete não apenas uma preocupação com a harmonia interna, mas também com a relação do STF com o Banco Central, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, evidenciando um cenário de tensão que pode influenciar as operações futuras do tribunal.

