O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), não participou do ato em comemoração aos três anos das manifestações de 8 de janeiro, realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Embora estivesse presente na cidade, Fachin optou por não comparecer ao evento, que foi restrito a aliados do presidente.
A decisão de Fachin de se ausentar do ato é vista como uma tentativa de manter a distância do STF em relação ao debate político, especialmente em um ano eleitoral. Em um discurso posterior, o ministro enfatizou a importância do diálogo respeitoso entre os três poderes, reforçando sua postura neutra. O evento no Palácio do Planalto ficou limitado à presença de figuras da esquerda, após a recusa de líderes como os presidentes da Câmara e do Senado.
Durante a cerimônia, Lula assinou um veto a um projeto de lei que poderia beneficiar os condenados pelas manifestações de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que o Congresso busque derrubar esse veto, o que poderá levar a uma nova análise da questão pelo STF, colocando Fachin em uma posição delicada em relação às pressões políticas e jurídicas que se avizinham.

