Um grupo de familiares de vítimas dos protestos de 2017 na Venezuela se reuniu em Madri, no dia 14 de janeiro, para criticar a morosidade do Tribunal Penal Internacional (TPI). Eles pedem celeridade na investigação contra o governo de Nicolás Maduro, que resultou em cerca de 200 mortos. Durante a coletiva de imprensa, os parentes expressaram sua frustração e a necessidade de justiça por suas perdas.
Zugeimar Armas, mãe de uma das vítimas, destacou a importância de continuar a luta por justiça após oito anos de espera. Outros familiares, como Israel Cañizales, também ressaltaram a negligência do TPI e a necessidade de uma resposta mais eficaz. O TPI abriu uma investigação formal em 2021, após denúncias de vários países sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela.
Apesar da prisão de Maduro em janeiro, os familiares manifestaram que a situação no país continua alarmante, com numerosos presos políticos e violações de direitos humanos. Eles expressaram esperança de que essa captura possa ser um passo em direção à justiça. Entretanto, as famílias ressaltam que a luta por responsabilização e mudanças no regime deve prosseguir, dada a inoperância das autoridades locais.

