Famílias de presos políticos na Venezuela enfrentam ansiedade com lentas libertações

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

Na Venezuela, a ansiedade cresce entre os familiares de presos políticos, que se reuniram em frente ao presídio Rodeo I em Guatire, após o anúncio de libertações feito pelo novo governo na quinta-feira (8). Dilsia Caro, que percorreu 170 km de Maracay, expressou sua frustração diante da falta de informações sobre o marido, detido desde 2023 por criticar o governo em um status no WhatsApp.

Cerca de 30 familiares se aglomeraram nas proximidades do presídio, clamando por notícias e esperando a libertação prometida. O governo venezuelano anunciou que um número significativo de opositores detidos seria liberado, mas a contagem precisa varia, com ONGs apontando entre oito e 11 libertações até o momento, incluindo figuras proeminentes da oposição e cidadãos espanhóis.

A situação continua tensa, com a Casa Branca sugerindo que as libertações podem ser um reflexo da influência dos Estados Unidos sobre a nova administração. Enquanto isso, o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos e outras organizações esperam por mais informações, já que cerca de 1.200 pessoas permanecem detidas em condições incertas, aumentando a pressão sobre o governo para agir.

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