Em 12 de janeiro de 2026, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, fez um apelo ao governo de Lula para que promova ajustes fiscais e mantenha a agenda de reformas econômicas. Durante sua declaração, ele enfatizou que a continuidade dessas ações é fundamental para possibilitar o início do ciclo de cortes nas taxas de juros, atualmente fixadas em 15,0% ao ano, apesar dos avanços na desinflação.
Sidney destacou que os bancos não necessitam de juros elevados para garantir rentabilidade, mas que um ambiente de estabilidade com inflação baixa e previsível é crucial. Para isso, ele defendeu a autonomia do Banco Central, que, segundo ele, é vital para a condução eficaz da política monetária. Afirmou ainda que a alta taxa básica de juros representa um desafio significativo para a economia, mas que a autonomia do BC contribuiu para controlar a inflação no ano anterior.
O presidente da Febraban concluiu que o Brasil deve continuar comprometido com a consolidação fiscal e reformas econômicas, visando patamares de juros mais baixos no futuro. Ele expressou otimismo ao afirmar que os indicadores apontam para uma desaceleração da inflação em 2026, com a expectativa de uma acomodação gradual da atividade econômica e do mercado de trabalho. A posição de Sidney reflete a pressão do setor financeiro sobre o governo para garantir um ambiente econômico mais favorável.

