FGC altera regras após liquidação do Banco Master e endurece exigências

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou uma reformulação em suas regras operacionais após a recente liquidação do Banco Master, que resultará em um custo superior a R$ 40 bilhões para reembolsar clientes afetados. Essa quantia drena quase a metade dos recursos disponíveis do fundo e foi aprovada em assembleia do FGC, seguindo a validação do Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira. O CMN é um colegiado importante que reúne figuras do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento, que definem a política econômica do país.

As novas regras incluem a possibilidade de que o FGC solicite um aumento nos depósitos dos bancos participantes em situações de risco identificadas pelo Banco Central. Essa medida tem como objetivo assegurar a estabilidade dos serviços financeiros e, ao mesmo tempo, reduzir custos e riscos associados ao sistema financeiro. O FGC, em nota, destacou que tais mudanças são fundamentais para a proteção dos investidores e a saúde do mercado.

As implicações dessa reestruturação são significativas, pois visam não apenas a recuperação de confiança entre os investidores, mas também a manutenção da solidez do sistema financeiro nacional. Com os novos requisitos, o FGC busca garantir que situações semelhantes não comprometam a segurança dos recursos dos clientes no futuro. Acompanharemos os desdobramentos dessa medida e seu impacto sobre o mercado financeiro brasileiro.

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