FGC antecipa contribuições para recuperar caixa após pagamento ao Banco Master

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) decidiu antecipar a cobrança de cinco anos de contribuições de seus associados, visando recompor seu caixa após o pagamento de garantias a investidores do Banco Master. Essa decisão, que foi confirmada por fontes do Broadcast, ocorre em um momento crítico para o fundo, que já começou a desembolsar cerca de R$ 40,6 bilhões em depósitos garantidos do banco liquidado pelo Banco Central em novembro.

Além da antecipação, o FGC planeja instituir uma contribuição extraordinária mensal, uma medida que será implementada após a finalização dos pagamentos de garantias. A situação é desafiadora, dado que o desembolso de aproximadamente R$ 47 bilhões representa quase 40% da liquidez do fundo, que era de R$ 121,128 bilhões em junho de 2025. As normas do FGC permitem a antecipação de contribuições em circunstâncias que exigem receitas adicionais para atender às obrigações do fundo.

O impacto dessa antecipação pode afetar o fluxo de caixa do FGC, que ficará um período sem receber contribuições. Portanto, é previsto que o conselho de administração do fundo utilize a contribuição extraordinária para mitigar essa situação. Estima-se que as garantias do Will Bank, anunciado como liquidado recentemente, representem cerca de R$ 6,5 bilhões, o que pode aumentar ainda mais a pressão sobre a liquidez do FGC.

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