O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) está considerando solicitar um reforço financeiro de R$ 30 bilhões devido à liquidação extrajudicial do Banco Master e do Will Bank, que comprometeram significativamente sua liquidez. O empresário responsável pelo Banco Master admitiu que o FGC era parte de sua estratégia, mas a instituição agora enfrenta um desafio financeiro sem precedentes, com a necessidade de ressarcir cerca de R$ 40,6 bilhões apenas para o Master.
Além das complicações financeiras, a situação acarreta um impacto direto sobre aproximadamente 250 instituições que integram o FGC, que terão que negociar um plano de reforço. As contribuições anuais dos bancos ao fundo, que somam cerca de R$ 6 bilhões, poderão ser antecipadas, resultando em um desembolso imediato de R$ 30 bilhões. A expectativa é que os maiores bancos, como Itaú Unibanco e Bradesco, arcam com a maior parte dessa responsabilidade, representando cerca de 70% do total.
Por fim, a crise pode repercutir no consumidor, com potenciais aumentos nas tarifas bancárias e uma queda na remuneração de investimentos como CDBs. A falta de reposição imediata da liquidez do FGC pode dificultar sua capacidade de enfrentar futuras crises financeiras. A situação é crítica, e as medidas a serem adotadas nos próximos meses terão grande importância para a estabilidade do sistema financeiro nacional.

