Filme de Nicole Chi Amén explora a identidade multicultural na Costa Rica

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

A diretora Nicole Chi Amén lança seu primeiro longa-metragem, em que narra sua busca por entender sua herança cultural mista após a morte de sua avó, que imigrou de Guangdong para a Costa Rica há mais de 60 anos. Desde a cena inicial, onde a protagonista observa uma casa sendo demolida, o filme simboliza a luta pela preservação da cultura e da memória familiar. A relação entre Amén e sua avó é marcada por barreiras linguísticas, já que nenhuma delas fala a língua nativa da outra.

O filme, que foi concebido em meio ao luto pela avó, retrata a complexidade da identidade multicultural de Amén. Em diversos momentos, ela enfrenta a incompreensão e o preconceito, tanto em sua terra natal quanto ao viajar para Guangdong. O uso do termo “guián” para se referir à avó, que na verdade designa avó paterna no dialeto Enping, ilustra as nuances da comunicação e a busca por pertencimento que permeiam sua jornada.

À medida que Amén se aprofunda em suas raízes, o filme se torna um poderoso relato sobre a resiliência cultural e os desafios enfrentados por indivíduos em contextos multiculturais. A obra não apenas destaca as dificuldades da protagonista, mas também provoca reflexões sobre como a identidade é moldada por experiências pessoais e sociais. Com isso, a diretora convida o público a considerar a fragilidade das conexões culturais e a importância de preservá-las ao longo das gerações.

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