O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, anunciou que a fiscalização do Banco Central (BC) será conduzida com respeito à discricionariedade técnica da instituição. A declaração ocorreu durante uma reunião com representantes do BC, na qual se reafirmou a competência do TCU para monitorar as ações da autoridade monetária. O encontro, realizado no dia 12 de janeiro de 2026, teve um tom cooperativo e amistoso, conforme destacado pelo ministro.
Jhonatan de Jesus ressaltou que a inspeção no BC seguirá os trâmites regimentais habituais, garantindo o devido processo legal. O ministro também mencionou que essa fiscalização é fundamental para a segurança jurídica e a estabilidade das decisões públicas. A reunião incluiu a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e diretores de diversas áreas, reforçando a transparência entre as instituições.
O TCU já havia autorizado a inspeção em 5 de janeiro, mas reconsiderou após um recurso do BC, que solicitou que a decisão fosse submetida ao plenário. O presidente do TCU, Vital do Rego, indicou que a votação sobre o recurso deve ocorrer em breve, mostrando a dinâmica da relação entre o TCU e o BC. Essa situação pode ter implicações significativas para a governança e a supervisão das instituições financeiras no Brasil.

