Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado em 14 de janeiro de 2026, revela a crescente necessidade de novas habilidades no mercado de trabalho em decorrência da inteligência artificial. O relatório destaca que trabalhadores em economias avançadas e em mercados emergentes já enfrentam desafios para encontrar ou manter emprego, sendo crucial a adaptação às novas demandas. O FMI identifica que uma em cada 10 vagas nas economias avançadas e uma em cada 20 nas emergentes requer pelo menos uma nova competência, especialmente em áreas técnicas e de TI.
Para que trabalhadores e empresas se adequem a essa revolução, o FMI recomenda que os países adotem políticas públicas que incentivem a capacitação profissional. Essa abordagem é especialmente necessária no Brasil, que, junto com o México e a Suécia, enfrenta uma alta demanda por novas competências, mas com uma oferta ainda insuficiente. O relatório sugere que, além do investimento em educação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, seja necessário facilitar a mobilidade dos trabalhadores por meio de moradia acessível e opções de trabalho flexíveis.
O FMI conclui que o sucesso na adaptação a essas novas exigências do mercado dependerá de ações decisivas e ousadas. Investir em habilidades e apoiar trabalhadores durante as transições de emprego são passos essenciais para garantir que a inovação beneficie a todos e mantenha os mercados competitivos. Assim, a análise ressalta que a demanda por novas competências pode não apenas gerar emprego, mas também aumentar a renda em diversos setores, criando um impacto positivo na economia.

