FMI diz que é cedo para avaliar impacto de tensões comerciais entre UE e EUA

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, declarou que ainda é cedo para mensurar as consequências das tensões comerciais recentes entre a União Europeia e os Estados Unidos, especialmente em função das tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA. A declaração foi feita durante uma entrevista à Bloomberg TV, nas proximidades do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça.

Georgieva alertou que mudanças nas relações comerciais podem levar a uma desaceleração econômica global, enfatizando a necessidade de um acordo para resolver as divergências comerciais. A dirigente também mencionou a importância de monitorar os investimentos em inteligência artificial, que, segundo ela, têm resultado em lucros significativos, mas podem impactar outros setores econômicos. A preocupação com o retorno sobre os investimentos permanece em destaque, sem sinais de uma bolha similar à da internet nos anos 90.

Além dos aspectos comerciais, Georgieva abordou a devastadora situação econômica da Venezuela, afirmando que o FMI não tem relações com o país desde 2019, mas que está disposto a se engajar em um possível progresso futuro. Em relação à Ucrânia, a diretora reiterou que a segurança ucraniana é fundamental para a Europa, após criticar as ações militares da Rússia que afetam o sistema energético do país. Sua visita recente a Kiev reforça a posição do FMI sobre a importância de reformas e apoio à Ucrânia neste contexto.

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