Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um fóssil de formiga com mais de 40 milhões de anos em um pedaço de âmbar que pertenceu ao renomado poeta e filósofo Johann Wolfgang von Goethe. A pesquisa, realizada pela Universidade Friedrich Schiller de Jena, destaca a relevância histórica e científica do material, que oferece uma janela para o passado. O achado foi revelado em 27 de janeiro de 2026, surpreendendo a comunidade científica.
O fóssil, classificado como Ctenobethylus goepperti, foi identificado utilizando tomografia por microcomputador baseada em radiação síncrotron, uma tecnologia que permite visualizar estruturas internas sem danificar o material. A preservação excepcional do espécime permite o estudo detalhado da anatomia interna do inseto, algo que normalmente se perde durante o processo de fossilização. Além da formiga, os pesquisadores encontraram outras inclusões de insetos, como um mosquito de fungo e uma mosca negra, em suas análises de 40 peças de âmbar da coleção de Goethe.
A descoberta não apenas enriquece o conhecimento sobre a fauna do Eoceno, mas também ressalta a paixão de Goethe pela natureza, uma faceta muitas vezes ofuscada por sua fama como poeta. Os cientistas acreditam que a formiga fóssil era arbórea e habitava florestas quentes e úmidas da Europa, oferecendo novas perspectivas sobre as relações evolutivas entre espécies. A pesquisa continua a impactar o entendimento da biodiversidade antiga e a importância de coleções históricas na ciência moderna.

