França cria lei de emergência para conter protestos de agricultores

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta terça-feira (13) uma ‘lei de emergência agrícola’ como resposta aos crescentes protestos dos agricultores. As manifestações, que ocorrem há semanas, são motivadas por uma doença animal e pela iminente assinatura de um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que inclui países como Brasil e Argentina.

Mais de 350 tratores foram mobilizados em protesto em frente à Assembleia Nacional, onde agricultores despejaram batatas como forma de reivindicação. A FNSEA, principal sindicato agrícola, expressou suas preocupações e pediu uma moratória sobre questões relacionadas à água e a suspensão de legislações que afetam a produção agrícola. O governo francês já havia anunciado um pacote de 300 milhões de euros para ajudar o setor, mas isso não foi suficiente para acalmar os ânimos.

A assinatura do acordo comercial UE-Mercosul aumenta a pressão sobre o governo, que já enfrenta dificuldades políticas. Com a insatisfação crescente entre os agricultores, as medidas anunciadas por Lecornu podem ser um passo importante para evitar uma crise maior no setor agrícola francês. O cenário político se complica com a expectativa de duas moções de censura contra o governo nesta semana.

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