França enfrenta moções de censura por acordo UE-Mercosul

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Nesta quarta-feira (14), o governo francês se vê desafiado por duas moções de censura, apresentadas pela esquerda radical e pela extrema direita, em resposta ao controverso acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O tratado, que deve ser assinado no próximo sábado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, gera forte oposição entre os agricultores franceses, preocupados com o impacto das importações de produtos sul-americanos.

Os opositores argumentam que o governo não agiu com firmeza suficiente contra o acordo, sugerindo que poderia ter levado a questão à Justiça europeia ou ameaçado reduzir a contribuição da França ao orçamento da UE. Apesar do clamor por uma ação mais decisiva, líderes de partidos como os socialistas e os republicanos já anunciaram que não apoiarão as moções de censura, o que reduz significativamente suas chances de sucesso.

Esse contexto de tensão surge em um momento delicado para o governo do presidente Emmanuel Macron, que busca aprovar orçamentos futuros enquanto tenta desarticular protestos agrícolas. A situação é complicada ainda mais por críticas à postura do governo em relação à operação militar americana na Venezuela, que também foi objeto de debate na Assembleia Nacional, prevista para 19 de janeiro.

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