Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país votará contra o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Ele destacou que o acordo, considerado ultrapassado, foi negociado por muito tempo e não atende às atuais demandas comerciais. A análise do texto do acordo está programada para ocorrer também no dia de hoje.
Macron enfatizou que, apesar de ser favorável ao comércio internacional, o acordo UE-Mercosul apresenta limitações significativas para o crescimento econômico da França e da Europa. Ele mencionou que expor cadeias agrícolas sensíveis à concorrência não é justificável, citando a necessidade de proteger a soberania alimentar. Embora existam reconhecimentos sobre os avanços trazidos pela Comissão Europeia, há uma rejeição política ampla ao acordo na França, conforme demonstrado por recentes debates na Assembleia Nacional e no Senado.
A decisão da França pode ter implicações significativas nas relações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul. A rejeição ao acordo pode afetar não apenas as dinâmicas comerciais, mas também a política interna da França, onde há um forte sentimento de proteção às indústrias locais. O desenrolar desse impasse deverá ser monitorado de perto, dado o potencial impacto econômico e político nas duas regiões.

